Quadro negro não é o limite


"Foi-se o tempo em que as faculdades de Letras formavam apenas professores de ensino médio. Devido à necessidade de contratar profissionais que dominem a língua falada e escrita, nacional e estrangeira, cada vez mais graduandos do curso abdicam do magistério para adentrarem o mundo executivo, seja trabalhando dentro de empresas ou prestando serviços para seus funcionários.

Em organizações de grande porte é frequente o estabelecimento de relações comerciais com outros países. É cada vez mais comum e necessária a presença de profissionais de diferentes nações, o que implica uma pluralidade de línguas dentro do ambiente organizacional. Para não haver um hiato de comunicação, certamente prejudicial aos negócios, empresas contratam profissionais de modo a ambientar estrangeiros no universo semântico e cultural do País. Essa é exatamente a função de Denise Coronha Lima, autora do livro “Ensinando Português no Mundo Corporativo“, publicado pela Qualitymark Editora.

Professor conquista espaço no mundo corporativo

Formada em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Denise iniciou sua carreira dando aulas de inglês para executivos. “Passei a notar que existia lugar para o professor no mundo executivo. Vi que poderia ensinar funcionários das empresas a falar melhor, escrever e-mails corretamente e ajudá-los a melhorar em outros idiomas. Assim, comecei a prestar atenção no vocabulário corporativo, na questão da cultura organizacional, a comunicação e fui entrando nesse meio”, lembra ela, que hoje trabalha regularmente para a Chevron, El Paso, já passou pela Petrobras e algumas empresas de telecomunicações, dando aulas de português para estrangeiros e consultoria intercultural.

Promovemos a ambientação de quem vem de fora, facilitando a adaptação dos que chegam à organização e instruindo executivos brasileiros sobre como lidar com equipes multiculturais. Desta forma, é possível lidar com as barreiras provocadas pelos choques de nacionalidades, o que ajuda a empresa a ganhar em produtividade explica ela, que enxerga uma relação de cumplicidade entre professores e executivos. “Nós temos uma espécie de licença para corrigir até presidentes de empresas importantes que não podem mostrar que erram para os demais funcionários, porém, com a gente, isso é permitido. Por outro lado, quem ensina tem que mostrar que está à altura do aluno”, comenta Denise."

Fonte: Jornal do Commercio

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